terça-feira, 17 de novembro de 2009

13.11.2009

costumava achar que as Sextas-feiras 13 me davam sorte.
isso foi antes da última Sexta-feira 13...

aventura número 2:
andar numa bicicleta cujo assento estava colocado para uma rapariga de 1,86m. (apenas mais 24cm que eu...)

eu sou a prova de que a expressão "é como andar de bicicleta" está totalmente errada.
quando era pequenina, andava de bicicleta e andava bem, até me arriscava muitas vezes, e passava os dias em Monsanto naquilo. mas, aos 10 anos, a minha bicicleta deixou de me servir e nunca voltei a ter outra. por isso, aos poucos, fui "desaprendendo". o que mais notei foi as mudanças de direcção. de repente, virar parecia tão perigoso como saltar sobre uma piscina cheia de tubarões de olhos vendados e através de um anel de fogo. cheguei, inclusive, a chocar com um vaso gigante de plantas por não "querer" virar...

o que aconteceu nesta Sexta-feira foi no mínimo cómico. eu, cheia de malas, a tentar seguir o meu roommate Martin, que estava ainda mais carregado, incluindo um baixo às costas.
sabe Deus como, lá consegui pôr o veículo em marcha, mas assim que tivemos de parar num semáforo, foi tudo por água abaixo. não consegui voltar a montar a bici, pelo que fui a pé até ao destino.
não era longe, mas era o primeiro destino. primeiro sendo a palavra-chave.

para o segundo destino íamos menos carregados, e lá consegui voltar a pôr-me em cima da bici e seguir. por sorte, milagre dos deuses, o que queiram, apanhámos todos os semáforos verdes (yes!), e sobrevivi a uma descida que me fez passar a vida inteira diante dos olhos. mas, ao fim dessa descida, aconteceu.

ora, aqui em Berlim, há eléctricos que percorrem a cidade toda. e eléctricos precisam de carris.
estava eu entre dois carris, quando tivemos de virar à direita... e eu estava praticamente paralela quando iniciei a manobra. deduzo que já tenham antecipado o que aconteceu... o pneu da bicicleta cabia perfeitamente no carril e o meu peso todo inclinado para a direita, enquanto a bicicleta seguia em frente, seguindo o carril, resultaram no tralho (sim, tralho, senhor tralho) da minha vida. sem exagero.

o primeiro pensamento que me ocorreu, e juro que ouvi a voz da minha mãe, que tantas vezes disse isso, foi: "põe as mãos à frente do corpo!!". e foi o que fiz. mesmo assim, ainda bati com a cara e lembrei-me da gigantesca queda da minha irmã, há bem pouco tempo, semelhante em certos aspectos.
a cara não sofreu nada de mais, apenas uma dorzinha que rapidamente passou, a mão direita é que foi a mártir da cena toda.

esta foto foi tirada dois dias depois, mas fica aqui o registo.

(agora é preciso regular o assento, porque não é isto que me vai fazer desistir! :D)

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